quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Quintanalharias

Avante trupe, ó guerreiros, ó festeiros... que a Loucura chega mais.

Com inspirações em Mário Quintana, aquele meu poeta favorito... pra tentar espantar um pouco do frio que habita minha alma (calmaaaa, não é status deprê: é Curitiba mesmo, que insiste em permanecer recordista no congelamento de almas e habitantes...).
 
Quintanalharias para animar o seu dia!

...Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem. 
Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... 
Um dia nós percebemos que as mulheres têm instinto "caçador" e fazem qualquer homem sofrer ... 
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... 
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... 
Um dia percebemos que o comum não nos atrai...
Um dia saberemos que ser classificado como "bonzinho" não é bom... 
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... 
Um dia saberemos a importância da frase: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas..." 
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... 
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais... 
Enfim... 
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para beijarmos todas as bocas que nos atraem, para dizer o que tem de ser dito... 
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras...
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.


Abraços virtuais, e o desejo de uma loucura bem feita por dia ;)

PS: Leitor, se você existe, por favor comente... acredito que esta atitude ajudaria minha alma a ficar menos gélida neste inverno. Adote esta campanha!

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E daí...

E quando a gente percebe, a vida já passou.

Os incríveis dias de maio e junho se passaram na obstetrícia e levou um longo tempo pra eu ter tempo para um novo post. Isso me ajuda a perceber o quanto estive ocupada nestes últimos meses... Partos, plantões, emergências, uma noite acordada cuidando do pré-parto, laqueaduras, bebês chorando... a obstetrícia me manteve 24h em alerta.
E quando eu não estava com a cabeça no estágio, estava pensando, escrevendo, lendo e escrevendo de novo o meu TCC. Então realmente, não sobrou muito tempo pra pensar e pra escrever no blog.

Daí vieram as férias, e eu pensei "Nossa, vou escrever todos os dias!" Mas que nada... passaram-se os dias, as noites e os dias de novo e mais tempo foi empreendido na façanha de terminar um trabalho de 2 anos em 2 semanas... e mais TCC, e mais reuniões, mais artigos, mais leitura, mais escrita, que tortura!
E daí, como ninguém é de ferro... viagemzinha básica com a minha irmã, comprinhas no Paraguai e na Argentina e muitas loucuras em família no meio das férias. Pelo menos foi tempo bem enpreendido...

Daí voltaram as aulas... e a pediatria passou a ocupar todo o meu tempo.
E então... chegaram os 24 anos, de mansinho, na quietude, com uma puta de uma dor de dente... e lá se foi o dia do meu aniversário, na correria de sempre, com um dente a menos e um ano a mais.

Daí a vida continuou. E eu percebi que as coisas não mudam, se a gente não mudar. A correria continua, os compromissos só aumentam. Aumenta o peso, diminui a vontade de fazer exercícios. Na segunda a vida tem que ser saudável, na sexta já nem me lembro mais, tudo que eu quero é curtir o final de semana, que eu nem vejo passar...
Se você não pisar no freio, vai com a correnteza... e se não arranjar tempo, nunca vai ter tempo.

Eu tenho uma amiga que diz... quanto mais coisas a gente faz, mais tempo pra fazer as coisas a gente tem. É preciso se organizar, ser responsável... mas na bem da verdade, sem um pouco de bagunça a vida não tem a menor graça.
E daí? Que graça tem se não tiver graça?
Que graça tem se não tiver os momentos de loucura?
Que graça tem se não tivermos tempo pra aproveitar?
De que adianta... a correria, o insussego. Se a gente não tirar um tempo pra ser feliz?

E o que é felicidade? Ahhh... essa é uma discussão que pode levar tempo... e eu tenha pressa. Pressa de ser feliz.

Então... com a licença de emprestar palavras de Clarice Lispector: "Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas... continuarei a escrever."


"O que é a mentira, se não um bando de verdades distorcidas.
O que é a canção, se não uma junção de versos repetidos.
O que é a poesia, se não uma porção de pensamentos remexidos, contemplados, destruídos...
Indecifráveis, como o profundo em teus olhos.
Indecifrável que és, com tuas mentiras, teus versos. Minha poesia"



Um tico de inspiração, pra um momento de ser feliz... Porque quando a gente percebe... daí a vida já passou.

Abraços virtuais,

quarta-feira, 13 de julho de 2011

La doce vita

Rapadura é doce mas não é mole. A vida não poderia ser expressa diferentemente.

O Metade Loucura não morreu, nem endoidou de vez. A dona é que esta praticamente sendo banida da face da Terra devido a quantidade incontável de coisas para fazer.

A faculdade não me deixa em paz, o TCC não termina nunca... e vida de estudante de medicina ainda term aquele a mais delicioso de correria, perdição e doidisse que -  eu garanto - nenhum outro curso consegue oferecer com tamanha maestria.

Mas pepinos à parte, como a Terra não deixa de girar enquanto eu estou ocupada e o mundo não pára pra eu descer... vamos voltar um pouco à loucura de sempre, que me faz bem como ninguém ;)

Então... um pensamento de Charles Chaplin.

"Durante a nossa vida...
Conhecemos pessoas que vem e que ficam.
Outras, que vem e passam.
Mas existem aquelas que vem e se vão... mas com uma enorme vontade de ficar."





Não importa o tempo... a distância. 
A separação. 
As brigas... os momentos de raiva, e até ódio. 
Não importam os caminhos, as traições. 
Os perdões também não importam. 
Há pessoas que vem e que ficam... mesmo aquelas que não voltam.

Acho que as reflexões sobre a doce vida são reflexo de um sentimento peculiar, familiar, que não me larga nunca... doce saudade.

Então, com saudades... me despeço.

Abraços virtuais,